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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

MODA E POLÍTICA

Era 26 de setembro de 1960 e entrava no ar na TV norte-americana o primeiro debate televisivo entre John Kennedy e Richard Nixon, os então candidatos a presidência dos Estados Unidos. Até hoje esse episódio é considerado o mais famoso debate político televisivo de todos os tempos. E o que é que a moda tem a ver com isso? Simplesmente tudo!

Kennedy teve o cuidado de se informar e aprender sobre esse novo veículo de comunicação que era a televisão e também suas características (para tirar o melhor proveito, claro). Providenciou um belo terno escuro, gravata também escura, ajeitou o cabelo, aceitou ser maquiado, estava impecável. Se posicionou bem, teve boa postura tanto em pé quanto sentado, olhou para a câmera com simpatia, sorriu elegantemente.

Por sua vez, Nixon, fez a triste escolha por um terno mais claro e em tecido amarrotado, e que além disso tinha um caimento um tanto ruim. Para completar a impressão de desleixo, não aceitou ser maquiado, passando a sensação de sujeira com o brilho de sua pele na tela. Pra piorar ainda mais, o excesso de suor do candidato incomodou as pessoas. Como se não bastasse, o ar de cansaço e a postura um pouco curvada, somada à falta de de sorrisos deixou o candidato em condições menos vantajosas com relação a seu oponente.



A eleição foi em oito de novembro do mesmo ano. Para muitos, o debate foi crucial para a vitória de Kennedy. E qual a relação disso com o telejornalismo? Simples, muito simples. É uma fórmula muito parecida. Televisão + boa informação + bom figurino = credibilidade.


segunda-feira, 19 de outubro de 2009

OS HOMENS DE LENÇO

Usar lenço no bolso do paletó não é para todo mundo, muito menos para todo jornalista. Ele caiu um pouco em desuso, mas ainda fica bem em homens elegantes e clássicos. No telejornalismo brasileiro dois dos principais representates dessa categoria de apresentadores são, sem dúvida, Renato Machado (apresentador/editor-chefe) e Alexandre Garcia (apresentador/colunista), ambos do Bom Dia Brasil. Como toda elegância que lhes é característica, eles esbanjam charme com os lenços.





Se você é apresentador de telejornal e também quer usar lenço no bolso do paletó, fique atento. Esse acessório só serve para homens clássicos, que tenham credibilidade e garantam a sua atitude. Uma regra geral é que ele nunca tenha a mesma estampa da gravata, mas que tenha cor, tecido ou algum tipo de elemento semelhante. Que entre em harmonia com o conjunto. Mas de preferência só deve ser usado por quem está em estúdio, que tem um ar mais formal do que quem está na rua fazendo reportagens ou entradas ao vivo.

domingo, 18 de outubro de 2009

ECONOMIA x VESTIDINHOS

Eu não gosto de telenovelas e também não entendo desse assunto. E nem é esse o mote desse blog, que tem a intenção de comentar o figurino dos jornalistas de televisão. Mas esses dias eu descobri por acaso que uma novela da Rede Globo (Viver a Vida – aquela que fala do fantástico mundo dos ricos e sem problemas) tem uma personagem que é uma comentarista de economia. É a Malu, interpretada pela atriz Camila Morgado. O que me chamou a atenção foi o figurino da moça para interpretar um trabalho tão sério.

No quadro de economia que a personagem apresenta na ficção, o que menos se destaca são as “informações” dadas pela moça, e sim as belas pernas apresentadas em saias e vestidos curtíssimos, no melhor estilo Sharon Stone em Instinto Selvagem. Me lembrou também os programas pseudo-jornalísticos estilo naked news (aqueles com moças que apresentam notícias enquanto tiram a roupa).

Fiquei buscando em minhas memórias as nossas jornalistas de economia dos noticiários verdadeiros, como Miriam Leitão e etc... seria complicado imaginá-las com algum tipo de credibilidade se elas se vestissem assim para o trabalho. Mas como o limite entre ficção e realidade é muito tênue, faz até medo que essa moda pegue.