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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

FIGURINO HUMORÍSTICO


Recordar é viver! E se for para relembrar imagens do saudoso programa TV Pirata da Rede Globo, sucesso humorístico dos anos 1980, melhor ainda. Eles faziam uma paródia de um casal que apresentava um telejornal. Os telespectadores de hoje podem ver esse vídeo e pensar que eles estavam brincando com a imagem famosa da dupla William Bonner e Fátima Bernardes do Jornal Nacional, mas se engana quem pensa assim. A dupla só assumiu junta a bancada em 1998, uns 10 anos depois desses episódios divertidos. Será que o pessoal da TV Pirata estava prevendo o que seria a dupla de maior sucesso na televisão brasileira? Um casal com poder simbólico tão forte e tão naturalizado junto à população capaz até de confundir a ideia de dupla de apresentadores de telejornal junto à população, que pensa que a maioria dos apresentadores de telejornal fazem também parceria conjugal na vida pessoal? Bom, se eles tinham bola de cristal para isso eu não sei, mas que os figurinos e tom o humorístico me diverte até hoje, isso é bem verdade.




Hoje também é engraçado ver como os figurinos desses apresentadores humorísticos eram tão "anos 80". Tinha tanta relação com a moda da época, não é? Só que essa é apenas mais uma prova de que a moda da época realmente estava nas bancadas dos telejornais e que essa era uma forma dos humoristas caracterizarem melhor seus personagens. Os cabelos, figurinos, maquiagem e acessórios dos jornalistas não eram muito diferente do usado por suas caricaturas. Da mesma forma que, apesar de hoje não percebermos, o figurino dos apresentadores também está inserido na moda atual. E nem precisa esperar décadas para ver isso. Daqui a alguns poucos anos será possível ver o quão esteticamente datado são os figurinos dos nossos apresentadores de hoje em dia. Esse assunto será retomado em detalhes mais adiante em outro post que está no forno (sobre a estética datada dos apresentadores, que a gente acaba naturalizando no dia-a-dia e nem percebe isso). Por enquanto, que tal uma pitada do humor do Casseta e Planeta na paródia do casal mais famoso do telejornalismo brasileiro? Ah! Reparem no figurino de frio da "Ótima Bernardes", falaremos sobre isso depois também. Até o próximo post.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

DE CORPO INTEIRO

Virou moda apresentar os telejornais em pé entre os apresentadores das emissoras afiliadas da Rede Globo. Pelo menos é o que eu tenho visto nos “Praça TV”, como são chamados os telejornais locais da emissora, de algumas emissoras do Nordeste. Principalmente nos programas matutinos e vespertinos. Escalada em pé, chamadas em pé, passagens de bloco e chamadas para repórteres ou outros estúdios também em pé. Às vezes até andando de um lado para o outro, buscando dar mais dinamicidade no decorrer do telejornal.


Confesso que não sei ainda dizer se gosto ou não gosto disso. Me pergunto porque a Rede Globo faria esse tipo de orientação, principalmente para as emissoras locais, já que não vemos essa mesma dinâmica nos telejornais nacionais (como o Bom Dia Brasil ou o Jornal Hoje). É sabido de muito tempo que a bancada, por si só, é um elemento de distanciamento entre o apresentador e o público, distanciamento esse que se mostrou necessário e importante para a credibilidade da notícia e para mostrar que o foco ali não é o apresentador, e sim o conteúdo. Mas ao mesmo tempo, sempre foi algo que levantou dúvidas quanto à ajuda ou não à audiência. A única verdade que eu sei é que isso tem mudado. Se isso será bom ou ruim, espero viver para ver.

O que chama minha atenção é, claro, o figurino que está sendo usado para essa nova dinâmica telejornalística. Durante décadas, esses (as) apresentadores (as) se prepararam para aparecer apenas da cintura pra cima, estética e posturalmente. Num primeiro olhar, acho que a maioria está sofrendo para entender o papel do figurino nesse novo contexto. Já é muita novidade para quem está em casa perceber as figuras andantes, quanto mais observar calças com ajustes inadequados, cores estranhas e sandálias abertas mostrando os dedos. Vou prestar mais atenção.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

EU USO ÓCULOS

Corrigir a visão é uma necessidade física que afeta a maioria das pessoas, principalmente com o passar do tempo. Há quem use lentes de contato, há quem use óculos. Para quem trabalha com telejornalismo, é necessário ter um cuidado a mais na hora do uso profissional desses acessórios. Recentemente, Zileide Silva, durante a apresentação do Jornal Hoje, da Rede Globo, passou por dificuldades ao vivo que atribuiu a problemas com a lente de contato durante o programa. Daí passou a usar óculos. E são vários os repórteres e apresentadores que usam óculos, normal. O problema está, como sempre, no exagero.

Voltando à máxima do figurino para telejornalismo, que diz para não chamar mais a atenção do que a notícia, os óculos usados para apresentar telejornais devem ser discretos, de preferência sem armação (daqueles que as pernas dos óculos são parafusadas nas lentes), e acima de tudo, com tratamento anti-reflexo, pra não brilhar demais com os refletores do estúdio ou as luzes da rua. Parece óbvio, mas basta dar uma zapeada para ver que não é tão óbvio assim.







quarta-feira, 21 de outubro de 2009

MODA E POLÍTICA

Era 26 de setembro de 1960 e entrava no ar na TV norte-americana o primeiro debate televisivo entre John Kennedy e Richard Nixon, os então candidatos a presidência dos Estados Unidos. Até hoje esse episódio é considerado o mais famoso debate político televisivo de todos os tempos. E o que é que a moda tem a ver com isso? Simplesmente tudo!

Kennedy teve o cuidado de se informar e aprender sobre esse novo veículo de comunicação que era a televisão e também suas características (para tirar o melhor proveito, claro). Providenciou um belo terno escuro, gravata também escura, ajeitou o cabelo, aceitou ser maquiado, estava impecável. Se posicionou bem, teve boa postura tanto em pé quanto sentado, olhou para a câmera com simpatia, sorriu elegantemente.

Por sua vez, Nixon, fez a triste escolha por um terno mais claro e em tecido amarrotado, e que além disso tinha um caimento um tanto ruim. Para completar a impressão de desleixo, não aceitou ser maquiado, passando a sensação de sujeira com o brilho de sua pele na tela. Pra piorar ainda mais, o excesso de suor do candidato incomodou as pessoas. Como se não bastasse, o ar de cansaço e a postura um pouco curvada, somada à falta de de sorrisos deixou o candidato em condições menos vantajosas com relação a seu oponente.



A eleição foi em oito de novembro do mesmo ano. Para muitos, o debate foi crucial para a vitória de Kennedy. E qual a relação disso com o telejornalismo? Simples, muito simples. É uma fórmula muito parecida. Televisão + boa informação + bom figurino = credibilidade.